sexta-feira, 24 de julho de 2026

Caso Eulália: Bíblia com oração da vítima ajudou polícia a prender homem que confessou matar idosa de Maringá

 


A investigação sobre o desaparecimento e a morte de Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, ganhou uma reviravolta nesta quinta-feira, 23, após a Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmar que o homem preso pelo crime confessou o assassinato durante interrogatório. Além da confissão, a corporação revelou detalhes inéditos sobre a investigação e explicou como um bilhete encontrado pela família da vítima foi fundamental para chegar ao principal suspeito.

Elisio da Silva, de 60 anos, foi preso preventivamente na tarde de quarta-feira, 22, em Maringá. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte, contra a idosa, que desapareceu em 15 de junho, após viajar de ônibus de Maringá para Nova Londrina.

O corpo de Eulália foi encontrado no dia 14 de julho, no leito do Rio Tigre, em Nova Londrina. A identificação só foi possível por meio de exames de odontologia legal realizados pela Polícia Científica do Paraná, devido ao avançado estado de decomposição.

Bilhete encontrado pela família levou investigadores ao suspeito

Em nota enviada ao GMC Online, a Polícia Civil informou que a investigação ganhou força após familiares encontrarem, entre os pertences da vítima, um bilhete contendo o nome e o telefone do investigado.

Além disso, havia uma oração escrita por Dona Eulália pedindo pelo relacionamento entre os dois e desejando que ele conseguisse um emprego. Segundo a delegada Angélica Ferreira, esses documentos passaram a integrar um conjunto de provas que permitiu aprofundar as investigações.

“A partir desses elementos, somando-se com outros já colhidos durante a investigação, iniciamos diligências mais aprofundadas, visto que tudo o que havia sido levantado até aquele momento ainda não era suficiente para representar pela prisão do investigado”, explicou a delegada. Ainda conforme a autoridade policial, o reconhecimento fotográfico realizado por um familiar da vítima também foi decisivo para fortalecer o pedido de prisão preventiva. GMConline

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