A ‘Mobilização do Meio-Dia’ reuniu dezenas de pessoas vestidas de branco nesta quarta-feira, 22, em frente ao Paço Municipal, em um ato de homenagem às mulheres vítimas de feminicídio e de reafirmação da defesa da vida e da proteção feminina. Veículos dos órgãos de segurança que integram a rede de atendimento à mulher em Maringá ocuparam o espaço. Balões com nomes de vítimas, faixas e depoimentos deram voz à dor de famílias marcadas pela violência. Em meio ao minuto de silêncio, a mobilização transformou o luto em alerta e resistência.
A ação integra a campanha estadual ‘Paraná Unido no Combate ao Feminicídio’ e foi promovida pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (Semulher). A iniciativa teve como foco prevenir a violência, conscientizar a sociedade e orientar mulheres em situação de risco. O ato também ajudou a preservar a memória das vítimas de feminicídio em Maringá e reforçou que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha.
Daisa Poltronieri, mãe da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó, vítima de feminicídio em 2020, enfatizou a importância de manter viva a mobilização contra a violência. “É fundamental que a sociedade reconheça que esse problema existe e que as mulheres saibam que podem buscar ajuda e denunciar seus agressores. Ainda seguimos na luta por justiça. Há seis anos e meio aguardamos o julgamento. A demora aumenta a dor, mas continuo acreditando que a justiça virá”, disse.
“Participar das mobilizações reacende a dor, mas também fortalece as famílias. Não vamos silenciar as vozes de Magó, Daniela e Marielle. Elas continuam ecoando por meio da nossa luta”, esboçou Ana Poltronieri, irmã da ‘Magó’, e complementou: “ A luta é necessária, lutar por justiça e por políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher. A sociedade precisa compreender que a vergonha deve mudar de lado. São muitas mulheres vítimas de feminicídio e de violência de gênero.”
Luciana Marinelo Laudim participou da mobilização para manter viva a memória da irmã, a soldado da Polícia Militar Daniela Carolina Marinelo, vítima de feminicídio em 2023. “Muitas mulheres sentem vergonha e permanecem caladas em relacionamentos abusivos. Minha irmã era policial militar e também foi vítima. Isso mostra que qualquer mulher pode estar sujeita à violência. Por isso é fundamental incentivar as vítimas a falar e buscar ajuda. Precisamos alertá-las para que tenham coragem de contar o que estão vivendo”, constatou
PMM

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